terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Meu único sentido


Meu único sentido
Uma prévia adornada de anseios no seio do meu sentido.
Um holocausto pernicioso e ocioso das aflições que deixo .
A razão ética por coerência , o desenrolar de muitos outrora em um ponto sem retorno.
A mudança eminente e humana mais sensata , porém tão rude que oprime e talvez dispense comentários.
Meu único sentido reluz , emergindo do desespero que ainda me tem , e não espero saber quanto tempo terá.
Minha arma secreta não tão seleta no noturno clímax que ecoa até o amanhecer e na minguarda .
Voraz por viver e expandir , para amar e descobrir o verdadeiro , o imaculado  a frente da inércia do agora.
Meu único sentido  . . .
Encontrar meu último suspiro em remissão , abater meus inimigos no silêncio e trazer a estes sorrateiramente minha Vitória. ♾
Autor:  Renato Fernandes.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Me Fale . . .

Me fale sobre ...
Sobre os tempos bons e os maus , sobre as estradas percorridas e os novos trajetos por vir ...
Sobre as árvores  crescidas e suas sementes  na terra caída!  
Me fale se tudo e todos  ou todas concluíram ou germinaram . . .
Me fale sobre ...
Sobre a atmosfera  atual  e sua fórmula ,  se a água ainda refresca e bons ventos trazem boas novas .
Sobre o que não pode se entender em palavras  mas em ações  e sentimentos . Sobre as falhas até aqui , as inúmeras  marcas e criações  do imaculado  para mim ...
Me fale ...
Sobre as árvores crescidas e  suas sementes na terra caída , elas germinaram? 
Me fale tudo quanto eu possa entender ,  sobre o tempo dessa ampulheta embaçada pelo mesmo .
Sobre as incógnitas incoerente da coerência , da frágil capacidade de ser forte na travessia ...
Me fale tudo quanto pode e sobre o monte sentaremos , pois quero ver o sol nascer  e respirar o ar do amanhecer ...
Pois sobre tudo isso no decorrer não  vou jamais  esquecer  mas simplesmente vou agradecer ...

Autor:  Renato Fernandes.   

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Um Grande Sentimento

Um grande sentimento .
Por vezes superficial e profundo , que irradia em todas nossas terminações nervosas e isso é normal .
Tão normal que foge nossas espectativas , tão tolo somos em não escutar nosso eu , uma faculdade de múltiplos sentidos .
Superioridade diferente de algo tão simples ! 
Dentro de um domo acuado , adornado de possíveis mentiras na realidade de um momento único porém disperso . . . 
Todos querem sempre mais que ouro ou prata , um valioso odre no deserto das verdades de hoje , talvez maia . 
Um só em milhares e esse quebra cabeça pode já ter se perdido suas peças e nem mesmo percebemos. 
É adornado de suposto egoísmo até percebermos que somos feliz em não procurar , em não mais sermos tão tolos ao emaranhado de seda de outros .
Somos nós , sou eu , decisão de caminhos ,  errante e tudo mais . . . 

Autor: Renato Fernandes .

domingo, 23 de dezembro de 2018

Quem Pintou Quem .

Quem pintou quem ?
Com a palheta em mãos atribuições de cores em um mundo continuamente sendo criado , isso é por vontade do criador de qual lado ?
Diluentes no godê , pincel em mãos e tem se a oportunidade de criar , se aventurar na tala , em detalhes ou em sensações . . .
Atribuise sentimentos em inúmeros momentos , tais enquietantes anceios acalmados no contorno de cada linha , cada gesto .
A palheta está em mãos , os gestos emergindo de águas profundas desobstruindo as vias de oxigênio para alma em saudade que até reinventa a vida !
No mais inconcebível universo mental humano , quem deu a quem tanto ?
É só uma pergunta sem cor no vazio de uma tela , sobre um cavalete recostado a parede fria do pensamento , adornado por fim com um manto surrado .
Num gesto de desespero maculado , pois ainda persiste uma reflexão sobre seu término ,
Sobre se há espírito em ambos os olhares .
O espírito primeiro que dilui todas as cores , gesto inquietante  no silêncio mútuo da visão de suas obras .

Autor : Renato Fernandes

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Noites em Claro

Noites em claro escuro .
Inúmeros pensamentos 
Inúmeros pernilongos 
Quantidade de preceitos , de conjecturas , versos e tudo mais .
Noites intermináveis .
De bons gostos sem ter gosto algum 
De fadas e duendes
De mentiras recíprocas eminente .
Noites tranquilas 
Obsoletas na maioria delas , no entanto se aproveita 
Aproxima-se o raiar do dia , no decorrer disso o desespero maculado do torpe instante .
Noite que persiste 
Minguante para o espaço que chega a um próximo provável claro escuro .
Noite iluminada mente 
Fervor deliberado ao acústico matinal
Manhã de pássaros . . .

Autor: Renato Fernandes.

Esses São Meus . . .

Esses são meus . . .
Momentos os quais me entorpece e ludibria , inusitadas memórias , flagelo e força que sustenta a gravidade do tempo .
O que já não importa os riscos nem o náufrago em um mar raso , nadar pode ser o impulso da persistência em viver .
Parâmetros obrigatório das aquisições , parte de uma existência , minha existência ou um possível desequilíbrio para uma correção ou frustração .
Instantes em que nutrir sentimentos ao espaço vazio é possível um caminho surgir ou um enorme buraco no espaço tempo abrir .
Nada de plágio de vidas vistas ou pedido qualquer de sos , sucumbir ao fértil pensamento pode ser sarcástico a si mesmo .
Esses são meus  . . .
E eu não , não me esqueço de nada .

Autor:  Renato Fernandes.